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O drone saiu da prateleira de brinquedos

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Se pra você drone é apenas um brinquedinho voador, um besouro eletrônico da moda, é melhor rever seus conceitos. De hobby caro, o drone virou o piloto de um negócio global bilionário, graças à queda nos preços, à miniaturização dos componentes e ao imenso espectro de aplicações.

Drones mais leves e mais ágeis já fazem mapas e monitoramento do meio ambiente, no campo do georreferenciamento.

Substituem com vantagens o que era feito por satélites e fotos de aviões tripulados.

Na praia, salva-vidas usam o drone na prevenção e no socorro em afogamentos. Conseguem vigiar de longe e, se alguém está em perigo, o drone joga uma boia para a vítima, até que chegue o resgate. Na indústria, é o drone que agora faz a arriscada missão de inspecionar locais de difícil acesso, como torres, caldeiras ou barragens.

Em breve, drones serão capazes de desempenhar tarefas por conta própria e de trabalhar em cooperação com outros drones. Serão robôs que voam com autonomia, sem a necessidade de controle de uma estação base. Poderão ser programados para, sozinhos, vasculhar grandes áreas à procura de pessoas desaparecidas, em escombros de terremotos, incêndios ou perdidas na mata.

Na fazenda, dezenas de drones decolam para cuidar da plantação, buscando pragas, monitorando o crescimento ou contando frutos ainda não colhidos. Como cada drone consegue reconhecer o espaço ao redor e se comunicar com os outros drones, podem voar em bandos, como aves em formação, sem risco de colisão.

Quem me conhece sabe de minha íntima relação com máquinas voadoras. Meu espírito aventureiro me empurra a ser o primeiro na fila para experimentar o drone do futuro: o carro que voa. E isso está perto de virar realidade.

A China acaba de criar o primeiro modelo comercial do drone que transporta passageiros no mundo: o Eihang 184. Imagina pedir um drone/táxi pelo celular, o bicho pousa na porta da sua casa, você embarca, aperta o cinto, dá play no percurso e aprecia a paisagem enquanto a aeronave não tripulada lhe transporta para o futuro. Tem coragem?

FONTE: Luiz Viana (OPOVO)