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Catarinenses são destaque na produção de drones de mapeamento

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Apaixonados por aeromodelismo, três catarinenses formados em engenharia mecânica na UFSC são destaque no desenvolvimento de drones no Brasil. Fabrício Hertz, 28 anos, Lucas Bastos, 26, e Lucas Mondadori, 27, especialistas na produção de vants (veículos aéreos não-tripulados), criaram a Horus Aeronaves no Parque Tecnológico Alfa, em Florianópolis, há três anos. Após alguns protótipos e muitos testes, os engenheiros desenvolveram o drone Maptor, construído em fibra de carbono, que é a opção mais vantajosa para quem precisa monitorar grandes áreas, como por exemplo, na agricultura, na topografia, na mineração e no controle ambiental.

Nosso produto tem o melhor custo benefício, comparado aos que desempenham as mesmas funções e são importados. Temos um produto mais resistente, que terá mais durabilidade, e mais eficiente. Optamos pela fibra de carbono, um diferencial neste mercado”, explicou Mondadori. O Maptor é programado via GPS e em virtude disso o equipamento não precisa de operador, fruto do investimento e do desenvolvimento do próprio software de planejamento de voos que agrega mais vantagens à aeronave. Equipado com câmeras de alta resolução (20 MP) e sensor multiespectral, o Maptor pesa apenas 1,4 quilo.

A missão é a de obter imagens em altíssima definição, que auxilia no monitoramento de grandes extensões de terra. “A qualidade da foto é dez vezes maior do que a melhor imagem de um satélite. Aliás, o Maptor foi produzido para substituir as imagens de satélite e, por isso, temos a expectativa de crescer 500% até o fim do ano”, destacou Hertz.

Atualmente, os drones da Horus são comercializados no Brasil e na América Latina. O objetivo é chegar a novos mercados nos próximos meses. Eles são produzidos, quase que artesanalmente, com o auxílio de uma impressora 3D. “O Maptor tem custo de R$ 70 mil, com garantia de 12 meses e um curso de manuseio de três dias. Também oferecemos assistência técnica”, disse Hertz. O drone opera como um avião e precisa de uma catapulta para iniciar o voo.

 

Fonte: http://ndonline.com.br